segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

DE QUEM É A CULPA?





Estou em luto! Choro a morte de uma jabuticabeira.  Jamais saberei o gosto de seu fruto.  Jovem, perdeu o direito a vida.
Vida tão delicada, apreciada desde suas primeiras folhas!
Foi crescendo, se tornando forte.  Promessa de bons frutos, de sombra fresca, de abrigo e proteção. 
Sonhos duradouros, que exigiriam cuidados e paciência.  Sonhos que foram ensinados, estimulados e agora abortados.
Vida, sonhos que se acredita aprender na escola, mas que num golpe ela mesma o saqueou.
De quem é a culpa?  Da afiada máquina que corta?  Do olhar distraído de quem a conduz?  Do sistema caótico que outorga poder, ao que de direito, não tem poder pra nada?
Procurando culpados, vejo quanto ficamos sentados vendo a morte nos tragar.
Hoje, a jabuticabeira e não falamos nada; amanhã outra vida...
Quem entra? Quem sai? Quem vê? Quem não vê? Quem pergunta? Quem percebe? Quem responde? Quem se importa?
A JABUTICABEIRA MORREU!!!


Andrea Bergamascki

domingo, 25 de novembro de 2012

Avaliação dos trabalhos pela banca examinadora

Banca examinadora


 Apresentação do trabalho: "O uso do húmus de minhoca no desenvolvimento de plantas aquáticas".
Apresentação do trabalho: "A eficiência do húmus de minhoca da espécie Vermelha da Califórnia e da espécie Puladeira".
 Alunas Paloma e Shirley durante as considerações da banca examinadora
Alunos Yan e Gabriel durante as considerações da banca examinadora

Certificação de Iniciação Científica


sábado, 24 de novembro de 2012

Apresentação da Pesquisa de Iniciação Científica

Dia especial!! Mãos frias, corpos agitados, gargantas secas, corações vibrantes e olhares atentos.
Muita expectativa para transmitir em poucas palavras, o muito aprendido.  Chegou a hora de tornar público o resultado de suas pesquisas.  
As famílias estavam lá, base de sustentação, confiança, otimismo, conforto, segurança...
Enfrentaram uma banca examinadora de peso! Exigente, competente, generosa.  
Como uma esponja, foram absorvendo cada sugestão, cada conselho, cada crítica e transformando em aprendizado.  Almas ensináveis!! Foram valentes e como prêmio receberam a nota máxima.
Como seres alados, ganharam asas.  Asas que os permitem voar para longe, fazer voos mais altos, alcançar lugares jamais imaginados.  Asas também, que os permitem voltar.  Voltar para a casa, para o lugar de abrigo, para o ninho.
Desejamos à vocês, Shirley, Paloma, Yan e Gabriel, que usem as ferramentas do conhecimento para fazer a vida valer a pena. Ficaremos aqui, apreciando o voo de vocês e aguardando com expectativa o dia da volta para a casa, em que nos alegraremos juntos, vendo os registros dos sonhos concretizados.
Bom voo!!

Andrea Bergamascki

sábado, 10 de novembro de 2012

Convite

É com muito prazer que o Projeto Amigos da Vida convida a todos para a apreciação da apresentação dos trabalhos de iniciação científica das duplas de alunos: Gabriel e Yan; Shirley e Paloma. Ocasião em que serão submetidos a avaliação por uma banca examinadora. Será realizado na EMEF Jairo Ramos no dia 24/11/2012 das 10h às 12h. Não percam! Esperamos você. 


       "Projeto Amigos da Vida em busca da sustentabilidade".



                          

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mobilizações em todo o mundo marcam Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho de 2012 Da Cúpula dos Povos No Brasil, as maiores manifestações acontecem no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital paulista, será montada no Largo do São Francisco, das 10h às 16h, a Tenda Contra a Mercantilização da Vida, com o lema “Não à Economia Verde, por Uma Economia Solidária e pela Sociedade do Bem-Viver”. No Rio de Janeiro, acontecem duas manifestações. Às 13h, a concentração ocorre em frente à sede do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na Avenida Venezuela 110 – Praça Mauá. Às 16h30, manifestação em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), na Avenida Marechal Câmara 210 – Centro. Na Cinelândia, entre 13h30 e 15h30, também ocorrem intervenções promovidas por organizações que integram a Cúpula dos Povos. Também no Rio acontece o 7º Encontro de Povos Tradicionais de Terreiro, rumo à Rio+20. Além da celebração do Dia do Meio Ambiente e de diversas discussões sobre direito e religião, haverá também o lançamento do livro “O Senhor de Nupê”, de Marcos Penna, que fala sobre Omolu, orixá que representa a Terra. As atividades acontecerão de 14h às 18h, no auditório do Mercadão de Madureira. Na Colômbia, o Dia Mundial do Meio Ambiente será marcado por um ato na cidade de Medelín, que até o dia 8 de junho sediará o Encontro Preparatório para a Cúpula dos Povos, organizado pela sociedade civil colombiana. Com o lema “Pela Defesa dos Bens Comuns, Não à Mercantilização da Vida”, o ato terá início às 9h (horário local), na Plaza de las Luces. Haverá manifestações nos Estados Unidos, Argentina, Espanha, Suíça, Suécia, Honduras, República Dominicana, País Basco e Bélgica.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fomos elogiados!

Nossos meninos e meninas foram muito elogiados pela atenção, participação e também pela exposição sobre o projeto "Amigos da Vida". Despertamos o interesse dos monitores em conhecerem nossa escola e nosso projeto. As portas estão abertas, venham nos visitar!

Exposição Sementes da Mudança

Fechamos o mês de abril com chaves de ouro! Participamos da exposição Sementes da Mudança que trazia como tema a "Carta da Terra", lida e discutida no projeto durante o mês de abril. Vejam as fotos!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amigos da vida entre os 100 melhores projetos

São Paulo, fevereiro de 2012.
Prezados,
Em nome da Rádio Bandeirantes e da Fundação Itaú Social agradecemos
sua participação no 11º Prêmio Escola Voluntária. Parabéns aos alunos e aos
professores engajados no projeto “Projeto Ambiental Amigos da Vida em
Busca de Sustentabilidade”. São o conhecimento e o interesse em projetos de
voluntariado como o da EMEF Jairo Ramos, que impulsionam nossa iniciativa.
Observamos um crescimento significativo de escolas preocupadas em
ultrapassar seus muros para agirem em prol da sua comunidade e que incentivam a
formação da consciência cidadã e voluntária. Nesta edição, foram 474 inscrições de
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul,
Paraná, Santa Catarina e Bahia.
Embora não tenha sido selecionado entre os 10 finalistas, o trabalho
desempenhado pelo grupo merece destaque e, por isso, está entre os 100 melhores
projetos apresentados. Todos estes projetos foram lidos e analisados
criteriosamente por uma equipe de educadores e profissionais com experiência no
campo social e no terceiro setor, que teve o cuidado de pautar suas análises pelos
requisitos apontados no regulamento desta edição.
Com o objetivo de contribuir para o aprimoramento e/ou valorização de
algumas etapas do projeto e contar com a sua participação na próxima edição do
Prêmio Escola Voluntária, apresentamos os comentários da Equipe de Avaliação:
DESTAQUES:
• Sustentabilidade
• Questões ambientais tratadas com seriedade e compromisso
• Integração da escola com a comunidade
• Reciclagem de papel
PARA REFLETIR:
• Destinação adequada para o lixo orgânico, pois arrecadação de casa em casa
não é desenvolve o hábito da reciclagem. Neste aspecto é fundamental o
envolvimento dos setores públicos responsáveis.
• Sensibilizar possíveis parceiros na comunidade para ampliar os impactos do
projeto para fora da escola.
De qualquer forma, a escola merece parabéns! Sabemos que para colocar
um projeto social voluntário em prática, é preciso ter organização, planejamento, e
acima de tudo, generosidade e dedicação. Esperamos que as considerações
esclareçam melhor os critérios do Prêmio e contribuam para a discussão e
enriquecimento das ações.
Até o 12º Prêmio Escola Voluntária!
Luciana Ferreira Lobo
Coordenadora do Prêmio Escola Voluntária

sexta-feira, 16 de março de 2012

Internacionalização da Amazônia

Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal (PT) e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Amigos da vida 2012

Retomamos nossas atividades no dia 6/02/2012 e com força total. Este ano contaremos também com a participação do Professor Rodolfo, que tem muito a contribuir com o desenvolvimento do projeto.
As pesquisas já iniciadas em 2011 serão concluídas em 2012 e serão submetidas a apreciação de uma banca examinadora.
Aguardem mais informações!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os dez mandamentos do paisagista ecológico

I Como responsável pela recriação e conservação dos ambientes vivos procurarei sempre alcançar, mais do que a beleza estética para deleite puramente humano, o estabelecimento de condições para a preservação da flora e fauna silvestres.

II Darei absoluta preferência ao uso de espécies vegetais nativas nos parques, praças e jardins, em especial aquelas que apresentarem melhores condições para abrigo e alimentação da fauna.

III Buscarei promover e implantar a diversidade de espécies e ambientes, rompendo com a pseudo-estética burra dos jardins pasteurizados e estéreis que são fruto do paisagismo anacrônico que destruam ambientes naturais, bem como de seus responsáveis.

IV Promoverei a denúncia e a execração pública dos projetos de “urbanização” ou paisagismo anacrônico que destruam ambientes naturais, bem como de seus responsáveis.

V Ao realizar excursões de campo para coleta de material botânico, serei parcimonioso e respeitarei a sobrevivência das populações vegetais e da fauna que delas depende, jamais coletando o único ou ultimo exemplar de uma espécie existente num determinado local, nem levando todos os frutos ou sementes disponíveis.

VI Não farei coletas botânicas em infringência as leis e normas de proteção a Natureza, e em nenhuma hipótese violarei santuários como Parques Nacionais, Reservas Biológicas e outras Unidades de Conservação.

VII Ao adquirir plantas de viveiros comerciais, buscarei sempre aqueles que propagam seus exemplares para venda, rejeitando os negócios com gigolôs criminosos que traficam plantas arrancadas à Natureza sem fazer qualquer esforço para propagá-las.

VIII Rejeitarei e combaterei o uso de agrotóxicos e biocidas nos parques, praças e jardins, pois nada justifica romper mortalmente o equilíbrio natural, envenenando os ambientes recriados. Quando necessário, usarei métodos biológicos e brandos para restaurar o equilíbrio nas interações de flora/fauna.

IX Divulgarei, pela prática e por todos os meios ao meu alcance, o paisagismo ecológico como precursor de uma nova forma de relação homem/Natureza, buscando o respeito e a convivência harmoniosa com os demais seres vivos, cujo direito á vida reconheço.

X Como cidadão consciente, lutarei vigorosa e diuturnamente contra os interesses dos destruidores gananciosos da natureza e seus aliados, os governantes corruptos e políticos demagogos. Usarei o exercício de minha cidadania para defender o direito á vida dos demais seres que compartilham nosso planeta.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Conhecer para respeitar

Ganhamos, por engano, um peixe Tilápia. Infelizmente não poderemos criá-la no nosso aquário. Existem vários fatores que a impedem de permanecer no nosso aquário. A tilápia é um peixe agressivo, de difícil convívio com outros peixes, pois pode se servir deles. É impossível mantê-la num aquário plantado, como o nosso, porque ela se alimenta das plantas do aquário também. Tem o hábito de fazer buracos no substrato para preparar ninhos, o que destrói com qualquer decoração que possamos tentar fazer. Embora seja um animal fascinante, cresce muito, podendo atingir 30 cm e com peso de 3.5 Kg. O ideal é criá-la em tanque e não em aquário. É altamente prolífera, pode gerar 4 desovas ao ano e sua reprodução é precoce. Os ovos fecundados são em número de uma dúzia a mais de 2000. A maioria das espécies protege sua cria na boca, onde são chocados. Isso ajuda os ovos a ficarem oxigenados e os previne de serem atacados por bactérias, fungos e demais predadores. Isso explica o aparecimento no nosso aquário de aproximadamente 5 alevinos e o fato de só notarmos os danos ao aquário após algum tempo. Enquanto os filhotes estão na boca, a tilápia não se alimenta.
Retiramos os peixinhos do aquário e os colocamos em outro aquário provisório, que estava sendo montado com outra finalidade. Como estes peixes são bastante resistentes, suportando temperaturas que variam de 11 a 34 graus e pH de 5,6 a 7,7 acreditamos que sobreviverão até encontrarmos um local adequado para eles.
Fica então a orientação de que não podemos agir precipitadamente, introduzindo peixes no aquário sem antes estudarmos suas reais condições de sobrevivência, seu nicho ecológico, para evitarmos problemas e sofrimento para o bicho. Devemos conhecer para respeitar!

Andrea Bergamascki

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Trabalho em equipe, desafio para o mundo individualista

Trabalho em equipe, desafio para o mundo individualista!
Publicado em 30/08/2010 por Escola da Inteligência em Opiniões interessantes


Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião das ferramentas para acertar suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse a trena, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora a única perfeita.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, a trena e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
“Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes.”
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e a trena era precisa e exata.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos…

Poesia de Cecília Meireles

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta."

Cecília Meireles

Um pouco de poesia

A arte de ser feliz
Cecília Meireles

Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um chalé.
Na porta do chalé brilhava
um grande ovo de louça azul.
Neste ovo costumava pousar
um pombo branco.
Ora, nos dias límpidos,
quando o céu ficava da mesma
cor do ovo de louça,
o pombo parecia pousado no ar.
Eu era criança,
achava essa ilusão maravilhosa e
sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela dava para um canal.
No canal oscilava um barco.
Um barco carregado de flores.
Para onde iam aquelas flores?
Quem as comprava?
Em que jarra… em que sala,
diante de quem brilhavam,
na sua breve experiência?
E que mãos as tinham criado?
E que pessoas iam sorrir de
alegres ao recebê-las?
Eu não era mais criança,
porém minha alma ficava
completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um terreiro,
onde uma vasta mangueira
alargava sua copa redonda.
À sombra da árvore, numa esteira,
passava quase o dia todo sentada
uma mulher, cercada de crianças.
E contava histórias.
Eu não podia ouvir, da altura da janela,
e mesmo que a ouvisse, não entenderia,
porque isso foi muito longe,
num idioma difícil.
Mas as crianças tinham tal expressão
no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que na minha janela havia um
pequeno jardim seco.
Era um tempo de estiagem,
de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
homem com um balde e em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas
de água sobre as plantas.
Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de
água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava
completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante
de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem, outros que só
existem diante das minhas janelas
e outros finalmente, que é preciso
aprender a olhar, para poder vê-las assim.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Caixinhas de longa vida deixam a casa mais fresca

Caixinhas de longa vida deixam a casa mais fresca

Uso da embalagem como isolante térmico ajuda a reduzir a temperatura nos ambientes em até 8º C

Caixinhas de leite que sempre vão parar no lixo podem ser reaproveitadas e transformadas em isolante térmico alternativo para residências e galpões, reduzindo a temperatura no interior dos imóveis em até 8º C. A utilização das embalagens Tetra Pak pode ser feita de forma artesanal, pelo próprio morador, diminuindo os custos. Outra opção são as telhas feitas de caixas de Tetra Pak recicladas, vendidas com preços até 25% menores do que os materiais concorrentes.

A idéia de reaproveitar as embalagens de forma artesanal virou tema de estudo na Unicamp e resultou no Projeto Forro Vida Longa – uma alusão ao leite Longa Vida. O professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp e coordenador do projeto, Celso Arruda, explica que a proposta partiu do engenheiro Luís Otto Schmutzler, que juntamente com professores da faculdade desenvolveu todo o processo de aproveitamento das caixinhas de Tetra Pak para uso em habitações populares. Arruda afirma que a transformação das embalagens em isolante é simples e pode ser feita por qualquer pessoa.

Como fazer
O primeiro passo é abrir totalmente as caixinhas, descolando as emendas e fazendo um corte vertical para que a embalagem fique completamente plana. Em seguida, é feita a limpeza com água, sabão em pó e um pouco de desinfetante. Depois de secas, as embalagens devem ser coladas lado a lado, com cola branca ou de sapateiro, formando uma manta sobre a laje superior da casa, abaixo do telhado.

Para o perfeito funcionamento do isolamento térmico, é muito importante que a manta não encoste nas telhas, deixando um espaço mínimo de dois centímetros para a circulação do ar. O professor da Unicamp diz que a manta de Tetra Pak bem aplicada tem o mesmo desempenho dos placas de alumínio (foils) vendidos no mercado, ajudando inclusive na proteção contra goteiras provocadas por falhas no telhado.

A explicação está na composição das caixinhas, formadas por 5% de alumínio, 20% de plástico e 75% de papelão. O alumínio reflete mais de 95% do calor, ajudando a diminuir a temperatura interna dos ambientes em até 8º C.

Baixo custo
Para Arruda, as mantas de Tetra Pak são uma boa solução para favelas, habitações populares e galpões, já que a instalação tem custo muito baixo, não exige mão-de-obra qualificada e também não há compromisso com a estética. A idéia, no entanto, tem conquistado um público maior. Recentemente, a solução foi adotada pela arquiteta Consuelo Carleto na construção da nova unidade da fábrica de calçados Pé de Ferro, em Franca (SP). No projeto, as caixinhas foram coladas no seu formato original, sem serem desmontadas antes, para redobrar a proteção térmica nos 200 m2 que cobrem a área administrativa da empresa. “As pessoas trabalham melhor com a temperatura agradável e os gastos com ar-condicionado diminuem bastante.”

Sem ir para o lixo
Ainda há o lado ecológico, já que as embalagens que vão para o lixo levam dezenas de anos para se decompor nos aterros. Para incentivar a reciclagem das caixinhas, a Tetra Pak desenvolveu uma tecnologia para que fabricantes pudessem transformar o alumínio e plástico presente nas embalagens em telhas e chapas planas. A Ibaplac, localizada em Ibaté (SP), produz mensalmente 7 mil peças, entre telhas e placas, utilizando cerca de 100 toneladas de matéria-prima. “São telhas mais leves do que as de fibrocimento, mais duráveis e mais baratas”, afirma o diretor industrial da empresa. Eduardo Gomes.

Outras oito fábricas espalhadas pelo País fabricam esse tipo de produto. Segundo o diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, Fernando Von Zuben, mais de 60 mil telhas são fabricadas mensalmente. “Além de garantirem conforto térmico, as telhas custam até 25% menos do que as de amianto ou fibrocimento.” A partir das embalagens, também são fabricados móveis, vassouras e uma série de produtos para casa.

De acordo com Zuben, 30 mil toneladas de Tetra Pak são reciclados por ano, mas o volume corresponde somente a 20% do total produzido pela empresa. “Todas as embalagens separadas na coleta seletiva são recicladas e ainda existe uma capacidade ociosa de 40% para aumentar a reciclagem”, avisa.
Unicamp: 19-3788-5125
fonte: Estadão

Desperdício de comida joga fora muita água!

Águas passadas
Quem desperdiça comida joga fora muuuita água! Muito mais do que a quantidade que faz parte dos alimentos. Entenda por quê - e evite o desperdício!
- A A +
Danilo Rodrigues
Gloss - 11/2011


A ONG holandesa Water Footprint desenvolveu uma metodologia para calcular o consumo direto e indireto de água na produção de vários itens de nossa mesa - a tal "pegada hidrológica" que dá nome (em inglês) à entidade.

CAFÉ e CHÁ
A produção de 1 quilo de pó de café (da plantação à torragem) consome 21 mil litros de água. Uma xicrinha leva 7 gramas de pó - ou seja, gasta 140 litros para ser produzida! Já o chá sai dos campos quase diretamente para a xícara. Cada sachê consome 15 litros de água.

CARNE BOVINA
A alimentação e a limpeza de bois e vacas, mais a água gasta para lavar constantemente os abatedouros, mais a lavagem dos caminhões usados no transporte... Tudo isso somado faz com que um hambúrguer de 150 gramas seja responsável pelo gasto de 2 400 litros.

QUEIJO
Para fazer 1 quilo de queijo são gastos em média 10 litros de leite. Cada um desses litros consumiu 1 000 litros de água na sua produção (entram na conta a alimentação e a limpeza das vacas, a lavagem do veículo que transporta os galões de leite etc...).

ARROZ
Por crescer em terrenos alagados, esse alimento é responsável por 21% do uso mundial de água na agricultura. Do jeito que saiu da plantação, cada quilo de arroz consumiu 2 300 litros em média. Até chegar ao supermercado, ainda vão mais 1 100.

FRUTAS
Frutas costumam gastar menos água em sua produção: uma maçã pequena, por exemplo, usa 70 litros. Já uma penca de bananas com seis frutas consome 850. Basta processá-las que o gasto se multiplica: 200 mililitros de suco industrializado de maçã gastam 190 litros.